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Sessão D.R - Ao meu futuro filho.

2 de abr. de 2014 { 0 comentários }

"Hoje, apesar de já ter plantado algumas árvores e de, felizmente, já ter conseguido publicar um livro, eu não penso em ter filhos. Porém, se um dia eu resolver criar algo mais complexo do que uma tartaruga e, inevitavelmente, capaz de transformar boa parte do meu salário em fraldas descartáveis, gostaria que ele – o Coiro Filho – prestasse muita atenção nos conselhos que darei a seguir:
1- Confie nos conselhos dos seus pais!
Precisava começar a lista com esta dica. Afinal, se eu não dissesse isto, correria o risco de fazer a lista à toa. Sei que, em muitos casos, seus pais lhe darão conselhos que parecerão o cúmulo do exagero ou coisa totalmente sem sentido, mas, confie nas palavras daqueles que o amam como nenhum outro o amará. Não seja teimoso e, mesmo que, logo de cara, já tenha dito “não”, perca a vergonha de dar o braço a torcer. Se a sua mãe lhe disser para levar uma blusa, leve! O pior que pode acontecer é deixa-la guardada na mochila. E, apesar de não existir nada que comprove a capacidade meteorológica das mães, acredite em mim: elas acertam a previsão climática mais vezes do que o Jornal Nacional. Eu teria passado muito menos frio se tivesse começado a ouvi-la antes. Seus pais, com certeza, já apanharam muito da vida e eles, olhando para as próprias cicatrizes, farão de tudo para que você não tome os mesmos socos que eles.
2- Cuidado para não sufocar a pessoa amada.
Comumente, acreditamos que o segredo para não perder a pessoa amada é manter contato com ela pelo maior número de horas possíveis. Fazemos isso, com medo do esquecimento. Agimos assim com o objetivo de marcar território e para, através de uma avalanche de mensagens de texto, tentar dizer: “Eu estou aqui, viu? Não olhe para mais ninguém. Lembre-se de que eu existo!”. Como eu sei disso? Certa vez, quase tive que vender meu rim para pagar a conta do meu celular. Eu havia enviado – em apenas trinta dias – mais de 1.500 SMS para a minha namorada da época. Tem noção do que é isso? Mais do que 50 mensagens por dia! E hoje, muitos anos depois, eu sei que, apesar de ter feito isso para tentar mostrar proximidade, eu matava uma das coisas mais importantes que existe em uma relação: a saudade. Os hiatos normais da rotina – momentos em que não temos nenhum ponto de contato com o parceiro – são muito importantes para que o reencontro tenha sabor especial e para que a sua próxima mensagem de texto não pareça a repetição da repetição da repetição de algo que, de tantas vezes repetido, já perdeu o sentido e o valor inicial.
3- Zoe-se para enfraquecer a zoeira alheia.
Como assim? Simples! Eu tenho um nariz grande e, toda vez que percebo que o papo está rumando para uma piada que utilizará minha “napa” como motivo para geração do riso alheio, eu logo digo algo como: “Meu nariz é tão grande que, sozinho, é capaz de consumir metade do oxigênio da China! Não só isso: uma vez, quando eu era pequeno, eu sem querer coloquei uma Kombi dentro dele.” Sacou? O que dirão depois dessa? Qualquer coisa depois de tamanho exagero parecerá sem graça e piada velha. É uma forma de inverter o jogo, de deixar o engraçadinho sem graça e de mostrar autoconfiança. Isso demonstra algo muito interessante: a capacidade de transformar as adversidades em marés favoráveis. Já decore essa do nariz, filhão, pois você possui muitas chances de herdá-lo.
4- Antes de amar alguém, aprenda a se amar do jeitinho que é!
Para conseguir realizar a dica anterior, precisará de uma das coisas mais importantes que uma pessoa pode ter: o amor-próprio. Só assim você será capaz de estufar o peito e, sem sofrimento, fazer piada do próprio nariz ou de outras características suas diferentes daquelas que a sociedade insiste em afirmar que são referências estéticas. O que vou dizer agora vai parecer uma loucura, mas não é: uma das melhores formas de ficar mais sexy é assumir, sem medo, aquelas características que você possui e que a sociedade não considera sinônimo de beleza. Como assim? Não sei se existirá calvície no futuro, mas, se ainda existir e se for contemplado com ela, por favor, não a tente esconder com aqueles cortes de cabelo bizarros. Isso só demonstrará insegurança e, se quer saber, mais do que homens cabeludos, as mulheres desejam caras seguros. Erga a cabeça, sorria e ande com cara de “eu sou o careca mais sexy do mundo!”. E elas, curiosas como são, pensarão: “O que é que esse careca tem?”. Aí o resto é com você, cara. Incomoda-se se eu chamar você assim? É que eu ainda não estou acostumado com esse negócio de filho.
5- Tenha pressa para fazer as pazes.
Futuro filho, saiba que a vida é extremamente frágil e que a morte, infelizmente, chega sem aviso prévio. Ninguém está imune ao fim. Ninguém! Por isso, não espere para dizer que você perdoou ou para pedir perdão. Uma força muito forte, possivelmente, fará de tudo para que você não dê o braço a torcer e para que demore a pedir perdão pelo seu erro. Mas seja corajoso, assuma-o e peça desculpas. E mesmo se achar que você não tem culpa, coisa que tenderá a acontecer, vale a pena tentar de tudo para fazer as pazes e ficar bem com aqueles que você ama. Se prestar atenção, na maioria dos casos, tanto faz quem errou. O importante, de verdade, é estar em paz com as pessoas que amamos. Acredite em mim: carregará um arrependimento insuportável se por capricho do seu ego, para sempre, perder a oportunidade de dizer que perdoou.
6- Diga “obrigado”.
Se o garçom lhe trouxer dez garrafas de cerveja, a cada vez que ele aparecer, diga “obrigado”. Não, não existe exagero para a educação! E daí que trazer cervejas é o trabalho dele? O trabalho de todos nós é ser educado. “Mas ninguém me diz ‘obrigado’ pelas coisas que eu faço!”, você talvez me diga. E eu respondo: nunca se espelhe nos piores. Busque ser como aqueles que você admira e, por favor, admire os que agradecem. Obrigado por me ouvir.
7- Transe, de forma segura, sempre que sentir vontade e que alguém quiser fazer isso com você.
No futuro, eu talvez tenha vergonha de dizer isso cara a cara com você, sendo assim, deixarei aqui escrito. Seja você homem ou mulher; heterossexual, homossexual ou bissexual, não importa, o importante é transar enquanto estiver vivo, quando sentir vontade e quando alguém estiver disposto a dividir o prazer com você. Não estou dizendo para ser um ninfomaníaco ou para trair em nome do tesão. Nada disso! Apenas digo para – sempre com bom senso – aproveitar o que há de melhor na vida: o sexo. Aproveitar, sem vergonha, o prazer que seu corpo é capaz de lhe proporcionar. E, mesmo que inventem formas tecnológicas para substituir o sexo tradicional – corpo a corpo -, faça como o papai faz: desconfie das modalidades sexuais que vieram para substituir aquelas que nasceram junto com o ser humano.
8- Não tenha medo de amar novamente!
Você, um dia, vai amar e, quando isso acontecer, correrá o inevitável risco da relação acabar. E se acabar, vai doer e não haverá nada que eu poderei fazer para lhe anestesiar. Mas passará e, quando isso acontecer, pode ser que por medo de uma nova dor, você faça o possível para não amar novamente e para fugir das pessoas capazes de acelerar seu coração. Quer saber? Isso é besteira. Ao transformar o coração em pedra, evitará as dores comuns do amor, mas, consequentemente, fechara-se também às chances de esbarrar com as melhores sensações que poderá provar na vida. O melhor a fazer é abrir o peito e aceitar os riscos de conhecer o lado ruim da melhor coisa que existe na vida: o amor."
Acho que esses conselhos ainda servem pra gente né? Ta aí 8 dicas para refletir! Acrescentaria algum nessa lista? :D

Sessão D.R. - Aprendendo a voar!

24 de fev. de 2014 { 0 comentários }
Não sei a quanto tempo conheço o blog do Ique (esse), mas poxa, sou apaixonada desde então! Me pego relendo seus textos antigos quando tenho um tempinho de sobra, e como se não bastasse seu dom para escrever, ele ainda acompanha cada post com uma trilha sonora maravilhosa... é muito talento! O blog conta histórias da vida dele, de amigos que pedem conselhos, relacionamentos em geral, juro que ele me fez ver algumas situações com outros olhos! São crônicas incríveis, não resisti em compartilhar com vocês!

Para ouvir enquanto lê:

"Hoje uma mulher perguntou:
Ique, Meu namorado me traiu. Porque uma pessoa que diz que te ama faz isso? Tenho medo de não me apaixonar novamente. Fico trancada no meu quarto chorando sem vontade pra nada. Me sinto sem saída.

Quem me conhece, sabe que tenho medo de avião. Aos 16 anos, fiz minha primeira viagem. Na sala de embarque, meu pai abre uma mochila, e tira o Buzz Lightyear. O patrulheiro espacial de Toy Story (esse). Me entrega e diz: “Antes de decolar, segure-o e aperte esse botão”.
Dentro do avião, escuto uma voz: “Tripulação, preparar para decolagem.” Segurei o Buzz. Apertei o botão, ele disse: “Ao infinito e além”. O BUZZ virou meu companheiro.

Alguns anos atrás… Uma namorada, antes de viajar, perguntou: “Posso levar o BUZZ?” Respondi: “Sim”.
2 dias depois… Ela ligou: “O Thiago meu ex está aqui.” Eu: “Me diga que ele foi atropelado por um ônibus e depois atacado por zumbis hipsters.” Ela começou a chorar e disse: “Nós ficamos”.

Esse é o problema com as tragédias. Elas vêm aos montes. Em uma ligação, fui traído, perdi a namorada, o BUZZ, e a capacidade de voar. 

Ligo o computador. Aparece uma pasta com o nome: “Amor” Com apenas um clique, apaguei 153,7MB de amor. Pena que o meu coração, não funciona tão bem quanto meu Mac. Demorei 4 meses para perceber. Que estava vivendo, para desperdiçar outro dia. Que para seguir em frente, você precisa deixar o pra trás. Então deixei. E me dei, a chance para recomeçar.

Conheci uma nova pessoa. Fomos dar uma volta, tomar um café. Ela levantou e disse: “Vamos para a minha casa?’ Respondi: “Está tentando me seduzir?” Ela: “Sim.” Chegando lá, um prédio de 28 andares, no centro da cidade. Quem me conhece, sabe que tenho medo de elevador. Ainda mais elevador, no centro de Belo Horizonte. Que são os mesmos desde 1839. Ela disse: “O elevador chegou” Eu: “Acho que vou de escada.” Ela: “Ique.” Eu: “O que?” Ela: “É no 20 andar” Abri a porta da escada. Ela: “Espera!” Eu: “O que?” Ela: “Quem chegar por último paga a pizza!”

No décimo segundo andar, consegui alcança-la. Apertei seu corpo contra a parede. Minha mão que estava na sua cintura, agora descia para sua intimidade. Perdemos o fôlego. Abri a porta. Me senti uma criança que acaba de tirar o aparelho, e sai andando pela rua sorrindo, curtindo a sensação, de sentir os dentes novamente. Dizem que estamos aqui supostamente, para sermos felizes. Naquele dia, não procurei o famoso “feliz para sempre”. Procurei a felicidade discreta. O “feliz nesse exato momento”. E lembrei, que uma vez ou outra, uma pessoa, pode até, te deixar sem fôlego."



Sessão D.R. - Guia para tocar o foda-se

17 de jan. de 2014 { 0 comentários }
Essa semana dei de cara com esse texto genial, até me reconheci em alguns parágrafos. Achei tão útil que resolvi compartilhar com vocês, vai servir bem pra quem ainda se pega pensando em se importar com a opinião dos outros! As vezes é preciso ser um pouco egoísta para sobreviver nessa vida. Então, leia com atenção e pratique >D


Ok, tenho uma confissão a fazer.
Eu gastei quase minha vida inteira  me importando demais com as pessoas ficarem ofendidas, me preocupando se eu era bacana o suficiente para elas, ou perguntando a mim mesmo se elas estavam me julgando.
Não dá mais. É idiota, e não é bom para meu bem estar. Isso me transformou em um saco de pancadasum covarde volúvel e nervoso. Mas, pior que isso, me tornou alguém que não tem um posicionamento para coisa alguma. Esse comportamento fez de mim alguém que fica em cima do muro por tempo demais, não tomando a posição que eu gostaria de tomar, por medo de afastar as pessoas. Não mais. Não hoje.
A partir de hoje, senhoras e senhores, será diferente.
Nós vamos falar sobre a cura. Vamos falar sobre o que é necessário. Nós vamos falar sobre a verdade.
Você já se perguntou se estavam falando merda sobre você? Se seus amigos iriam lhe aprovar? Você se tornou uma pessoa que evita conflitos? Maria vai com as outras?
Bom, já era hora de você tocar o foda-se.
FATO NÚMERO 1. As pessoas estão te julgando neste instante.
Sim, isso está acontecendo exatamente neste momento. Algumas pessoas não gostam de você, e, adivinha só? Não há nada que você possa fazer sobre isso. Nenhuma quantidade de coerção, bajulação ou puxa-saquismo vai resolver isso. Na verdade, o oposto é frequentemente verdadeiro; quanto mais você se posicionar, irão te respeitar mais, mesmo que seja de má vontade.
O que as pessoas realmente respeitam é quando você define limites e deixa claro que o outro “não vai passar dali”. Eles podem não gostar desde comportamento, mas e daí? Essas pessoas não gostam de você de qualquer maneira, por que você deveria tentar satisfazer pessoas que nem mesmo se importam com você?
Assim, a primeira grande verdade é que a maioria das pessoas não se importa nem mesmo se você está vivo. Aceitem isso, meus amigos, porque a verdade é libertadora. O mundo é vasto e você é pequeno, e conseqüentemente você pode fazer o que bem entender, e colocar de lado as opiniões das pessoas que não gostam do que você faz.
FATO NÚMERO 2. Você não precisa que todos gostem de você.
Parece meio maluco, eu sei, mas tudo bem, você vai se acostumar com isso. Outra coisa: não apenas a maioria das pessoas nem sabe que você existe, e alguns estão te julgando, e mesmo que estivessem, isso não tem a menor importância.
Talvez você nem tenha percebido o quão libertador isso é, mas você vai chegar lá. Saca só: quando as pessoas não gostam de você, não acontece exatamente nada. O mundo não acaba. Você não sente que eles estão logo atrás de você. Na verdade, quanto mais você os ignora e apenas segue a sua vida, melhor pra você.
Sabe quando dizem que “a melhor vingança é viver uma vida bem vivida”? Então, é verdade, mas não é toda a verdade. Uma vida bem vivida é ótima, sim, mas ela não consegue acontecer enquanto você estiver preocupado sobre quem são as pessoas que te odeiam e o que elas pensam sobre você. O que você tem que fazer, o que você não tem nenhuma escolha a não ser fazer, é aceitar isso e seguir em frente.
Assim, tocar o foda-se não é apenas necessário, como é também um pré-requisito para dar ter uma boa vida. Não dá pra ter uma vida boa sem tocar o foda-se. E é por isso que você tem que começar hoje.
FATO NÚMERO 3. São as pessoas que se importam com você que importam.
Pronto, você já aceitou o fato que a maioria das pessoas no mundo mal estão cientes de sua existência, e você também ficou consciente de que aqueles que não gostam de você são uma obscena minoria que realmente não importa. Maravilha. Agora você precisa entender que são as pessoas que se importam com você que merecem a sua atenção, e ninguém mais.
Relacionamentos são estranhos. Assim que nos apaixonamos (com a família, um esposo ou esposa, o que quer que seja), nós começamos prontamente a sentir que aquela pessoa está garantida, e daí passamos a tentar impressionar outras pessoaspor exemplo, o nosso chefe. Então, uma vez que nós impressionamos o chefe, nós começamos a achar que também ele está garantido, e assim por diante, em um ciclo infinito de apatia. É como se nós preferíssemos sempre impressionar e encantar alguém novo, ao invés de trabalhar com o que já temos.
Só que essas pessoasos seus paladinoseles entendem a sua missão e a sua causa. Eles fazem com que você se sinta bem quando está perto deles, o fazem rir ou te deixam confortável para apenas ser você mesmo. Eles fazem você se sentir relaxado, confortável. Você compartilhou coisas com elas. Elas são importantes. Passe então a se concentrar nelas.
FATO NÚMERO 4. Aqueles que ligam o foda-se são aqueles que mudam o mundo. Não o restante.
Então eu estou lendo esse livro horrível do Stephen King chamado “Long Walk”. É uma competição onde as pessoas andam sem dormir ou descansar, e se pararem, são mortas. (O que é basicamente a história de todo livro do Stephen KingExiste um palhaço, mas ele é assassino!Existe um carro, mas ele é assassino!, etc.)
Eu suspeito que este livro é um metáfora para a guerra, mas ele também mostra muito bem a perseverança. O que é preciso entender para seguir em frente é apenas compreender que o seu obstáculo não é importante, e que pode ser ignorado. Funciona também se você está correndo uma maratona ou tentando chegar a Marte.
Se você ignorar as coisas que não importam; se você remover da sua mente aquelas coisas e focar no que deve ser feito; se você compreender que seu tempo é limitado e se decidir trabalhar agora; somente aí você vai conseguir atingir a linha de chegada. Caso contrário, você será dissuadido a viver uma vida que nem mesmo te interessa.
Observação: Você precisa aprender a lidar melhor com o fracasso e o desconhecido. Você pode estar bem mal agora, se sentindo fracassado ou sozinho. Mas não se preocupe, todos já passamos por isso. Mas é hora de você entender o quão cotidianas essas coisas são, e que até mesmo as pessoas mais bem sucedidas e felizes do mundo também sentem isso. Essas pessoas superaram esses sentimentos, e você vai superar também.
Como reconquistar seu respeito próprio em cinco etapas fáceis
ETAPA 1. Faça coisas que você considera vergonhosas.
Você alguma vez viu esses sapatos? O Vibram Fivefingers são sensacionais para os seus joelhos e não lhe dão nenhuma bolha, mas são a coisa a mais feia que você já pode imaginar. Ontem, eu calcei-os e vesti também uma gravata borboleta feita com doces que eu fiz para a Páscoa e fui caminhar. Eu parecia um maluco.
Como eu disse no começo deste post, eu estou profundamente ciente e posso ficar extremamente chateado com julgamento que as pessoas vão fazer de mimacho que muitas pessoas também ficam, mas não admitem. Mas enquanto passava pelas pessoas com meu equipamento tecno-palhaço, ninguém olhou pra mim. Ninguém se importou, e eu lentamente compreendi que mesmo que as pessoas olhassem estranho pra mim, elas apenas passavam reto. Mais tarde, iam se esquecer completamente sobre mim.
Você deveria tentar isso. Encontre seus bloqueios internos e quebre-os, um de cada vez.
ETAPA 2. Aceite, ou lide com, o constrangimento.
É sabido que os entrevistadores conseguem os melhores materiais ao ficarem quietos e permitirem que o silêncio force políticos ou celebridades a falarem algo.
Você pode ficar desconfortável com o silêncio. Eu sei que eu ainda fico. Mas eu tenho trabalhado com isso e tenho que dizer que é um estado muito mais sereno de estar do que tentar disfarçar com blablablá aleatório apenas para preencher esse vazio. Este é um tipo de constrangimento, um tipo que você deve se sentir confortável e aprender a viver com.
Um outro tipo de constrangimento social é este espaço no meio, onde você pode ter feito algo errado ou tratado alguém injustamente, mas não diz qualquer coisa. Eu tive algumas algumas lições ásperas sobre isso e venho compreendendo que a liberdade que vem ao falar sobre uma verdade incômoda é melhor do que o conforto de evitar essa conversa completamente.
Alguém me disse recentemente que o método do Clintons’ para ganhar o respeito na política é este: se alguém o empurrar, empurre-o duas vezes mais forte. Isto é muito melhor do que o constrangimento. Fica claro, não é passivo agressivo, e você sabe qual é o seu posicionamento. Comece a fazer isto imediatamente.
ETAPA 3. Recuse limites.
Caminhe para onde você quer andar. Não aceite escolhas falsas. Não deixe as pessoas ditarem como você deve viver a sua vida. Você é dono da sua verdade, acredite em algo, tenha fé e os outros aceitarão.
ETAPA 4. Diga a verdade.
Você não precisa ser um porra louca, mas o mundo não necessita de mais pessoas que evitam conflito ou que são evasivas, cuzões. Ninguém quer mais um indivíduo que siga as regras, assim como todos os outros. A escolha é sua de apontar quando ver alguma merda.
Dizer a verdade significa ver a verdade, e não dourar a pílula ou adicionar uma camada de emoção suspeita no assunto.
ETAPA 5. Comece sua vida nova.
Esta etapa não pode acontecer sem as outras, mas uma vez que você chegou até aqui, você pode com segurança começar a explorar um mundo novoonde qualquer coisa que você fizer é ok, contanto que não esteja machucando nenhuma outra pessoa. Quer explorar edifícios abandonados e velhos? Nenhum problema, contanto que você esteja pronto para viver com as conseqüências. Quer ser suspenso por ganchos ou ser chicoteado por uma dominatrix? Vá adiante, mas esteja seguro disso.
Uma vez que você começa neste trajeto, você começa a descobrir que praticamente todo mundo é capaz de compreender as coisas estranhas que você faz. De fato, fará com que você seja interessante e valha na pena prestar atenção, alimentando seus planos de dominação mundial, se é que você tem um.
Mas nada desse divertimento pode acontecer sem que você reconheça o que está fazendo e esteja pronto para o que vem pela frente. Fazer isto é um ato poderoso de controle sobre o que constrói o momento e o que o faz forte.
Tome de volta o seu respeito próprio. Faça isso hojetente agora mesmo. Use alguma roupa feia. Faça algo estúpido. Diga a verdade a alguém e foda-se.
Não importa.
Tradução para o português do original de Julien Smith.
Tradução: Jacqueline Lafloufa

Sessão D.R. - Síndrome dos 20 e poucos anos.

26 de nov. de 2013 { 0 comentários }

"Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até te incomodam.

Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta!

Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.

Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.

De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.

O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…

Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30. Assim tão rápido."
Autor Desconhecido

Parece que foi ontem que a minha maior preocupação era que roupa vestir na festa de sábado, eu até tinha passe livre pra ser irresponsável de vez em quando hahah ;p Ô saudade! Algumas amigas já casaram, outras estão dando um pontapé pra isso. E os anos passam cada vez mais rápido, o tempo vai tirando algumas pessoas da sua vida, te ocupando cada vez mais, e isso realmente assusta. Alguma solução pra essa crise? 

Sessão D.R. - Maldita Carência

1 de nov. de 2013 { 0 comentários }
Mais um texto fantástico do blog Casal Sem Vergonha, que não dava para não compartilhar! Leia você mesmo e concorde hahah ;p Primeiro que sou fã do Ricardo (seu lindo!), acho que já li todos os seus textos e estou terminando seu livro "Cafamântico", e segundo que poxa, o texto é bem tudo que eu penso!  

"Dizem por aí que vivemos em um mundo bem perigoso. Concordo. Ouço muita gente alertando sobre os perigos inerentes ao consumo do cigarro, do álcool, das drogas, dos hambúrgueres e até de água em demasia. A vida é assim, realmente cheia de perigos, e acho que devemos continuar apontando para tais venenos e, assim, impedindo que desavisados os bebam, pensando que estão engolindo a coisa certa. É o que farei neste texto. Falarei sobre uma Cicuta pouco comentada nos dias de hoje, mas não menos mortal e nem menos capaz de criar eventos apocalípticos e bombas-relógio. Não falarei sobre o colesterol nem sobre as gorduras saturadas. Deixarei isso para as cento e quarenta e sete revistas especializadas em saúde. Não falarei da violência. Desta vez, deixarei o tema para as rodas barulhentas de senhorinhas que vivem amedrontadas, e com toda a razão. Hoje, falarei da maldita carência e do quanto ela, aparentemente inofensiva, tem o poder de nos cegar completamente e nos fazer aceitar riscos evidentes, como quem aceita mais um pedaço de bolo de cenoura feito pela avó.
Tentando suprir a falsa lacuna aberta pelas carências, muitas vezes advinda da incapacidade de entendermos o lado bom da solidão, pessoas atiram-se, sem pestanejar, no primeiro carro que encosta na esquina e buzina. Quem de vocês não tem um amigo que é visivelmente incapaz de viver sozinho? Quem de vocês, meus caros, não conhece alguém que prefere namorar pedaços de lixo, em vez de conviver bem com o próprio corpo?
Não estou dizendo que precisamos viver sozinhos e isolados como um náufrago em uma ilha deserta, não é nada disso. Mas muitas vezes somos movidos por uma carência que nem carência é. Uma fome inventada pela sociedade que vive repetindo frases do tipo: “Essa daí, se não agir rápido, ficará pra titia”. É ótimo ter alguém para completar nossas rimas e preencher nossos lençóis, mas quem foi que disse que isso é tão vital, a ponto de deixarmos de lado os mínimos critérios de seleção?
Desde pequenos somos treinados para caçar um par, mas nem sempre nos dizem que, antes disso, precisamos entender que nosso melhor complemento deve necessariamente ser nosso próprio ser. Nascemos e, assim que damos o primeiro passo para fora do útero, implantam em nossas cabeças frágeis e ainda de moleiras abertas a necessidade de procurarmos nossa outra metade da laranja, a tampa da nossa panela ou o queijo de nossa goiabada. Quem será o ser amedrontado que disse que sozinhos seremos sempre infelizes?
Incompletos mesmos são os seres que não dão valor ao próprio corpo e aliam-se ao primeiro bunda-mole que conhecem, com medo de não ter companhia para ir ao cinema ou para dividir a sobremesa. Prefiro ver um filme sozinho a carregar comigo, pra dentro da sala, alguém que serve somente como garantia contra a solidão. A carência excessiva é tão maléfica, que faz com que certas pessoas medrosas ocupem o nobre espaço do coração com seres que nada acrescentam e, pior, ao fazer isso, agem como os esfomeados, que nos rodízios de carne, empanturram o estômago com as entradas e, assim, não deixam espaço para os nobres cortes, como as picanhas, por exemplo.
Ouvi alguém dizendo que mais vale um pássaro na mão do que dois voando. Isso pode até servir quando estamos morrendo de fome real ou quando aceitamos qualquer emprego porque precisamos pagar as contas. Mas, quando o assunto é ter alguém para nos fazer alguém melhor, então sugiro que deixe os urubus voarem e que descubra as belezas de sua própria gaiola. Só assim, deixará seu poleiro livre para o pouso de pássaros interessantes. E, enquanto ninguém pousa em sua vida, tenha calma, respire fundo, aprenda a se divertir com as tantas coisas boas que ganhou assim que nasceu e nunca, nem no dia mais frio do ano, deixe que a carência roube seu poder de seleção. Ou envelhecerá colocando a culpa no destino e sofrerá calada por ter aceitado, algum dia, alguém também disposto a morrer regado pelo comodismo.
Diga “pode ser” ao próximo garçom que te oferecer uma Pepsi quando não houver mais Coca-Cola, mas nunca, por nada no mundo, deixe que a carência a permita dizer “pode ser” para o próximo qualquer que o acaso lhe oferecer."

Texto por Ricardo Coiro

Já conhece a ti mesmo? Consegue conviver bem consigo? Com o próprio corpo? Antes só do que mal acompanhado minha gente! Sem mais ;* 

Sessão D.R. - O mundo não foi feito pra solidão.

26 de set. de 2013 { 0 comentários }
Vocês conhecem o blog Casal Sem Vergonha? É um dos melhores blogs voltados para relacionamento e sexo que conheço, feito por um casal sem vergonha, no verdadeiro sentido da coisa rs. Ótima linguagem e com enredos emocionantes, definitivamente dá pra aprender e descobrir muita coisa por lá! haha! E foi em uma das minhas leituras semanais que me deparei com esse textinho lindo: "O mundo não foi feito pra solidão", e eu super concordo! #sendoassimtivequecompartilhar :D


"Vai, menina, segura a mão daquele rapaz distraído. Chama ele pra dançar o único beijo da tua noite. Sorri pra ele, que ele sorri de volta. Dá um passo na direção dele, que fica por conta dele o final da história.

No mundo, ninguém gira sozinho. A Terra só rodopia, mesmo que lentinha, quando a gente tem em quem se fundir. As madrugadas não foram feitas para a tua solidão. Teus olhos querem alguém pra acordar. Tua espera cansou de telefone mudo. De um fim do túnel escuro. A lembrança de teus sábados à deriva não te incentivam?

Vai, menina, que o mundo não é dos sozinhos. Se quer companhia, ocupa a cadeira ao lado do rapaz. Toma a atenção dele. Deixa um coração te perceber. Não enrola o tempo, que a vontade amorna. Não espera as cinzas da noite para se embriagar de coragem. O beijo de última hora é fugaz e escorre do corpo quando a sede passa. Limpa o medo da boca, deixa restar apenas sorriso e olá. Cinco segundos sacodem futuros.

Seja o que Deus quiser, menina. Pode ser mais uma página romântica pra contar mais tarde. Não faz ele deixar o salão sem levar o vício pela tua beleza. Não aborta esse amor, não. Nada de ir pra casa conversar com paredes, que isso já é rotina. Cola nele pra sempre. Mesmo que tudo se enterre, quando outro eterno chegar. Deixa nele, menina, um gosto de tem mais.
Chacoalha a tua vida. Engaveta as dúvidas de lado. Tira o peso. Vai viver este conto. Leva os sapatos pra brincar com os dele. Vai, menina, vive este baile como se fosse o teu começo."


E quem é que quer deixar o salão sozinho? Quem é que não quer um bem pra chamar de seu, e sim, mesmo que seja eterno enquanto dure, chama atenção dele e não aborta esse amor! :D 


Sessão D.R. - Ousadia.

8 de ago. de 2013 { 0 comentários }

"E daí se você conheceu o sujeito ontem no bar? E se você ligar? E se você não ligar? Será mesmo que vale a pena se envolver? Por que não valeria, aliás?
É bom viver com urgência. Se jogando nos projetos malucos, dando uma chance para o que não se pode, afinal, controlar. Não dá pra saber o que se passa na cabeça do outro, portanto, não há caminho certo. Não existe plano perfeito, estratégia que seja 100% eficaz. É simples.
Sempre existirão, pelo menos, duas opções – e mais outras tantas entre o sim e o não. Por que, então, insistir em controlar os efeitos daquilo que fazemos? Veja bem, não estou defendendo a impulsividade e a inconsequência, mas por que não dizer um “eu topo”? Porque não assumir? Porque não correr atrás? Por que essa blindagem toda, esse medo de perder, de colocar os pés pelas mãos?
Não temos como saber, afinal, se o nosso errado daria certo.
Se o nosso certo acaba meio errado no final. Não dá.
Aquele sujeito que deixamos de encontrar, o amigo que não demos uma chance, a palavra que não foi dita – nada, nada disso – volta. E se queremos tanto que algumas coisas, pessoas, momentos e afins se eternizem, ou, pelo menos, fiquem só mais 5 minutinhos, por que não tentar? Por que não saborear as coisas e seus efeitos, digeri-las, superá-las e correr o risco de sermos mais felizes que infelizes? Não entendo, aliás, porque sempre nos protegemos de uma possível infelicidade. Podemos ser, também, muito contentes em nossas escolhas, sabia?
Mesmo que elas sejam malucas, ousadas, fora do padrão, exóticas (mas muito melhores que aquilo que tentamos planejar e controlar).
Não temos controle. Nenhum ou muito, muito pouco.
E se é assim, que, pelo menos, a gente peque por tentar."
E a verdade é que a gente complica muito essa vida! Deu vontade de ligar? Ligue! Dúvidas? Pergunte! Tá com saudades? Diga, mate-a! Quem encontrar? Convide! Ninguém morre por ouvir um não, e sim, que pelo menos a gente peque por TENTAR. Como diria a linda da Julia Faria, vamos brindar nós, pelo controle total de nossas escolhas! Por sermos responsáveis por aquilo que fazemos e que deixamos que façam com a gente! Por termos direito de errar mas que também damos conta das consequências… Que a gente saiba onde pisa. Que a gente pise. Que a gente arrisque. Que se entregue. Que a nossa ousadia tome conta. Que viva. E que dê conta de tudo no final… Sempre digo pras amigas: Coloca a mochila nas costas, se for pra dar certo é AGORA! Estou nessa fase da vida sabe nega? Simplesmente, vivendo... 

Sessão D.R. - Eu avisei.

3 de mai. de 2013 { 0 comentários }

"Lembra quando eu disse que aquela sua mania de estar sempre rodeada de homens ainda ia atestar contar você? Eu avisei.

Avisei sobre suas saias curtas, sua bebedeira sem limites e sobre aquela sua falta de pontualidade no trabalho. Te disse que ser desbocada só seria bom entre os chegados, mandei você parar de falar mal dos outros por e-mail, por puro hobby, só para o tempo passar mais rápido. 

Eu conheço você, sei até que ponto as coisas são realmente sérias e quando elas começam a se tornar piada, mas os outros, não. Poucos são os que conseguem viver por aí falando o que pensam, fazendo o que pensam, sem se importar, at all, com as consequências. Até porque a vida não pode ser sempre levada na brincadeira, não dá pra reclamar da mulher do chefe e achar que vai sair impune. Não dá para não engolir alguns sapos por respeito, por hierarquia, não dá pra dançar até o chão na festa da firma, cair, ralar o joelho, derrubar vinho na mesa e achar que ninguém vai se lembrar depois. Porque vai. E vai aumentar o quanto for possível para cada ação ficar ainda pior.

É ótimo ser livre, é ótimo ser louca, é ótimo ser leve. Mas há momentos que a vida pede em troca tudo aquilo que fazemos em relação a ela. Chega uma hora que a maré vira o barco...E a gente se afoga.

Eu avisei que você iria chorar, sofrer, e se arrepender por ter esse gênio forte, pelos desaforos que não guardou na bolsa e simplesmente levou pra casa.

Mas em alguns casos, somos burros e jovens. A gente só aprende quando dói. E quando somos obrigados a perceber que existem regras duras para se viver."
Odeio admitir, mas esse texto reflete várias algumas partes do meu eu. Ser livre, ser louca e "ser leve" tem um preço muito alto, e é com juros altíssimos que a vida te cobra mais tarde, cobra com lições e sofrimentos que você jamais esquece. Quem tem gênio forte sabe, somos esse tipo incontrolável, muitas vezes não paramos pra pensar antes de falar, e como eu mesmo gosto de usar o termo: não conseguimos bundar! O bundar seria deixar pra lá, relevar, esquecer, passar por cima, mas não, a gente tem ir lá e meter a boca no mundo, dizer que está errado e que não concorda, comprar brigas que nem de longe eram nossas. Ô gente burra e jovem! Sinceramente eu amadureci, aos trancos e barrancos, mas hoje eu aprendi a deixar coisas de lado por simplesmente não compensarem, não compensarem a dor de cabeça, tem gente que não vale uma gastrite nervosa e nem sacrifício nenhum... Foi difícil mas hoje eu deixo passar, controlo as minhas atitudes e penso bem antes de falar e fazer. A gente vai ficando dura por fora, já não chora mais por qualquer coisa, mas vai moldando o coração acreditando menos nas pessoas, se comovendo por pouco, aprendendo essa tal regra de viver.

Sessão D.R. - Quanto custa o amor?

22 de mar. de 2013 { 0 comentários }
"Uma das maiores hipocrisias masculinas é dizer que mulher gosta mesmo é de dinheiro. Que não importa o amor desde que sempre existam sapatos e bolsas para comprar, e que a traição, ou qualquer outro tipo de problema, fica bem menor com uma viagem para Europa.
Parem com isso.
Se as mulheres que você encontra pelo caminho estão mais importadas com a quantidade de dígitos da sua conta bancária que com o tempo livre (e de qualidade) que você tem a oferecer, a culpa é sua; e não de todo um gênero.
Que atire a primeira pedra o homem que não deseja ser rico. Aliás, que atire a primeira pedra quem não gosta de viver com conforto, de poder andar de carro aos finais de semana e de jantar de vez em quando num local bacana. Não estou falando em luxo e glamour. Não estou falando do tal Camaro amarelo, ou de nunca mais ter que trabalhar na vida. Estou falando do dinheiro como um meio para as coisas, como uma ferramenta para melhorar a sua, a minha, a nossa vida, ok? E só. Bom não é ter alguém que pague tudo, mas que consiga dividir. Que saiba que algumas coisa o dinheiro não compra e que outras, em contrapartida, são ótimas, excelentes presentes, pode mandar pra cá.
Nada dessa ideia franciscana de que só de amor vive o homem, até um cachorro quando ganha um osso percebe que isso não é verdade. E a cervejinha de boteco? E o PF da esquina? Não custam NADA? Se dinheiro não é importante na sua vida, por favor, me dê o seu. E vá viver sem video-game, TV à cabo, celular, e sem uma roupinha nova sequer pra ver qual é.
O importante, para homens e mulheres, é saber que se um dia a doença, ou a desgraça, ou a falta de todas as coisas materiais vier, ainda vai sobrar o amor para se agarrar, porque não é nisso que está pautada uma boa relação. Porque houve um consenso para comprar a casa, houve um planejamento para a viagem e porque todo o dinheiro, dele, dela, dos dois, foi pensado para um bem maior. E não COMO o bem maior. Cada elemento de um relacionamento vive  em um universo, frequenta um determinado tipo de lugar e está acostumado a uma vida de prazeres que, honestamente, não vai querer abrir mão. Assim como as mulheres não são todas interesseiras, os homens não são assim… Tão desinteressados.
E quando vierem os filhos? A fatura do cartão de crédito? A água, a luz, as parcelas do carro? Me digam aí, como é estar com alguém que não pode ajudar em nada, nem mesmo simbolicamente? Sinto muito. Mas o amor não sobrevive em uma cabana sem comer. E antes que me chamem de interesseira ou coisa do tipo, gostaria que os homens parassem para refletir sobre quantas mães solteiras tomam pra si a responsabilidade econômica por um filho e quantos são os namorados/amantes/maridos que fogem ao primeiro sinal de responsabilidade.
O amor de verdade não tem valor. Mas a falta de dinheiro numa vida em que tudo tem seu preço, custa caro.
Mesmo que a gente, fingidamente, diga que não."
Erickita sabe das coisas. E é como minha vó dizia: "Quando a necessidade entra pela porta, o amor sai pela janela." Coisas pra levar pra vida né? Nós mulheres, (piriguetys não contam) não pensamos no dinheiro, mas sim em alguém que se esforce para estar ao seu lado, que lute junto com você, que queira ser alguém na vida e te proporcionar o melhor. Esse sim é o nosso interesse, independente do carro que possui. 


Sessão D.R. - Homens Podreiras!

1 de mar. de 2013 { 1 comentários }
(Ryan Foda Gosling)
"Homem tem que ser um pouco podreira. Uma podreirinha saudável. Um erro no processo. Qualquer coisa que nos faça curtir e ao mesmo tempo querer consertar. Homem tem que ter aquele "nem aí" para o cabelo ou para os pelos, e aquela falta de jeito na hora de dizer qualquer nome de shampoo. Que me perdoem os metrossexuais, mas de nada me atrai um cara que frequenta o mesmo salão que eu – e ainda fofoca com a minha manicure Lourdinha.

Homem tem que ter aquele cabelo na orelha fora do lugar, que só existe para gente tirar. Aquela blusa no ombro, meio seca e meio suada, depois de uma pelada com os amigos. E de vez em quando um cheiro de homem natural, sem Polo, Hugo Boss ou Carolina Herrera. Fazer um pouco de bagunça na cozinha ou deixar aquele prato em cima da televisão. O que seria de nós, mulheres, se não precisássemos pedir que levantassem a maldita tampa do vaso? Ficaríamos sem assunto.

O homem podreira não é um ogro ou uma máquina de soltar arrotos em almoços de família. O homem podreira que descrevo sabe a hora certa de mostrar seu lado tosco. E não necessariamente mal educado. Afinal de contas, homem que é homem tem que aproveitar o fato de ficar naturalmente bonito e atraente, sem precisar de maquiagem. E o homem podreira fica bonito só de passar água no rosto."


Gostei tanto do texto da Marcella que resolvi compartilhar, me identifiquei, e confesso, também sou fã dessa podreirinha saudável. Não me apareçam homens que tiram a sobrancelha, ou que contam os "gominhos" da barriga definida, não dá, não desce. Não estou preparada pra dividir todos os espelhos que encontrarmos no caminho. Bonito mesmo é aquele cabelo com cara de acabei de acordar, aquela barba de 4 dias, ou uma camisa mal passada, tão charmoso e preciso..  Claro que a gente gosta sim de ter alguém cheiroso e bem cuidado do nosso lado, mas sem exageros, porque homem tem que ter esse lado macho e podreira hora ou outra. Quem concorda?

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